Como eu tenho transformado muita pedrinha em ouro consegui o prêmio de poder escrever mais uma cartinha. Não repare se não ficar boa, pois não tem passarinho nenhum por aqui. Tem dia que é só eu e eu e um ou outro pio de pássaro distante e minha dona, é claro, mas ela está lá ocupada com vocês. Quando ela está ocupada com vocês, sabe o que ela diz para mim?
- Não me amole agora, Dagger! Então eu pergunto: - E que horas eu posso?! Se ela não me dá resposta é por que a seria hora nenhuma! Se eu pego uma folha de papel e arrasto devagarinho, ela me pergunta: - Vai fazer o que com isso little writer? Então eu digo: O mesmo que você, uai! - Vai escrever sobre o quê? Pergunta como se estivesse interessada na resposta, mas eu já aprendi a responder do jeito certo, assim como ela me responde às vezes: - Nada importante! - Então não é sobre mim?! -Não! Não é sobre você. - E vai escrever para quem desta vez? - Para Marília de Dirceu! - Ah! Sim! Ela é muito querida! Pode escrever! Seja carinhoso e coloque um pouquinho de ouro na carta.
Assim que recebi a permissão eu vim para o terreiro com o meu papel. Agora posso escrever o que eu queria com enormes letras:
I Love you
Dagger.
ps eu escrevi essa cartinha ontem mas o mas o meu amor vale por todos os dias. Desculpe escrever pouco, mas sozinho não consigo escrever muito. Eu li seu texto de ontem e até vi a lágrima rolar... Ah! Resolvi não colocar do ouro com medo de sujar a carta. No lugar vai muitos pulinhos e mais pulinhos para você esquecer a dor.
Dagger Lor.
Marília L Paixão
Enviado por Marília L Paixão em 09/09/2009
Alterado em 09/09/2009