


Perdi minha voz, mas ainda não meu corpo tão querido e tão maltratado. Ele bem que merecia uma folga, não uma perda de todos os sentidos. Minha alma toda do bem, bem que merecia um concerto sinfônico com todas as músicas que eu costumava cantar.
Eu que no corpo de uma bailarina, dancei o tanto que pude. Eu, que no vigor dos meus 96 anos, esperava por uma última valsa de volta aos tempos dos bailes.
Eu que só perdi a esperança, depois do último suspiro. Este também veio precocemente… Nem pronta estava para esvanecer… assim.
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