


Não é sempre que temos em mãos um livro de peso, mas eles deixam rastros de sabedorias que nos acompanham ao trabalho e na vida. Depois que passa o labor, passa as horas da manhã, descanso-me da mochila no banco de madeira. Sei que ainda tenho o delivery para esperar, já que ninguém vive sem água. Como a água, as palavras também são vitais. Pergunte a quem gosta de ler, escrever e conversar!
A mesma necessidade temos dos afetos. Seja longe ou perto, acredito que nosso alto astral depende de estar bem com eles. E mesmo que uma mocinha venha contar que faz de tudo para seu cão, compra roupinhas, brinquedos e casinha; o pegou brincando com uma cebola. - Pode, tia?!
Se penso na Faixa de Gaza ou onde a água encanada ainda não chegou, se penso no livro, o buraco de dentro, no caderno onde rabisco divagações, creio que o cãozinho pode sim preferir a cebola. Afinal, quem sou eu para filosofar sobre a força dos quereres? Por agora percebo que as professoras estão em extinção e o número de professores só tem aumentado. Essa mudança deve ser por conta dos coronéis no poder. Melhor pensar no cãozinho brincando com a cebola ou quem sabe com os anéis de Saturno.