


Sra. Bibi saia pra ver o sol perto das oito horas. Gostava de caminhar até a praça da fonte, onde em um banco sentava o Sr. Ferreira, viúvo da Dona Célia. Dona Célia era dona da floricultura e assim como Bibi, tinha sempre um sorriso no rosto, talvez herdado das flores.
Antes de chegar à praça, Bibi sorria para as balconistas da loja de confecções, que já na calçada aguardavam o Túlio, responsável pela abertura e ordem do estabelecimento.
Era comum que a Sra. Bibi, desse uma paradinha na padaria para sentir o cheiro de alguma novidade, algum croissant, alguma brevidade. Aquela hora alguns homens e uma ou outra mocinha tomavam o café preto junto a um pão com manteiga ou pão de queijo.
Naquele manhã , tudo isso fora perdido. Sra Bibi não cumprimentou as balconistas, não parou na padaria, não chegou até a praça da fonte. Desencontrou-se de todos e devia estar cantando com os anjos do céu às oito em ponto.
Marília L Paixão