


Para fugir da poesia
Abandono sílabas
Devem ser das que me visitam
Com seu nome
Abandono sílabas
Das que rimam
Das que se alimentam do que sobrou
Dando ao amor o nome de tudo
Essas sílabas que o vento traz
Quase me força a esquecer
Que se tu fostes
A culpa foi minha
Ah! Podem destroçar-me essas sílabas
Podem zombar-me a alma inteira
Desde que seu nome permaneça
Como flores nos jardins