


Elias do Vale verde, era um bem sucedido fazendeiro mais conhecido pela melancolia. Vivia amuado desde que perdera a esposa para um câncer. Passado uns dois anos de solidão, Celso, um amigo que havia voltado do estrangeiro deu-lhe uns bons conselhos de graça( não retirados da obra de Chico Buarque, mas sim, do Belchior).
- Você precisa deixar uma nova mulher entrar na sua vida, como um sol num quintal. E chegou o dia que ele lhe apresentou Suzete. Uma Baiana arretada que ele conhecera em Boston. Ela entrou nele mais como um tornado, que como um sol. Era danada de bonita e pela redondeza não havia nada igual. Elias passou a amá-la loucamente. Parecia até que ele tinha roubado a namoradinha de um amigo que poderia querer a mulher de volta.
Quando ela saía mal aguentava esperar chegar, tinha ciúmes dos vestidos, do telefone que não parava de tocar, com quem tinha tanto o que conversar? Suzete não aguentou e procurou Celso para desabafar. - Não dá! Ele vive de ciúmes de mim! Tudo que acontece ele diz : É puro ciúmes! “ Ciúmes de você, ciúmes de você, ciúmes de você!” -Celso, te digo: I dont to want to stay here, I wanna to to back to Bahia. ( Eu não quero ficar aqui, eu quero voltar pra Bahia). Celso lhe pediu para ter calma , ele teria conversa séria com Elias.
- Meu caro amigo, Para com este negócio de Roberto Carlos. A trilha sonora que indiquei para sua vida era do Belchior: “ O amor é uma coisa mais profunda que uma transa sensual” Ninguém vai lhe roubar a Suzete a não ser você mesmo. Deixa ela ir passar uns dias com a família. Enquanto isso, procure um analista para chamar de seu, mesmo que este analista seja eu.
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Inspirado em Divina Comédia Humana ( Belchior ) e Ciúmes de você ( Luís Airão ), cantada por Roberto Carlos.
Paulo Diniz , Quero voltar para Bahia.
Mesmo que seja eu. (Erasmo Carlos)