


Corria os pés na correnteza do rio. Tempo menino.
Tempo para o homem nos abraçar com termômetro de segurança.
Hoje o tempo é de nos cuidar, nos proteger até do homem que nunca é de todo bom, que nunca é de todo mau. E o problema mora em toda e qualquer fragilidade.
Nunca entendemos essa necessidade de alguns homens serem lobos, ou de algumas mulheres serem traiçoeiras. E a maldade assola o mundo juvenil averbado sem valores. Estamos todos perdidos numa vulnerabilidade infinita?
A violência supera as gentilezas. Gritos maltratam o amor. O corpo inflamado sente dor e só ri de comédias alheias. Lá fora repara os defeitos que temos. Repara tanto que nos sentimos como se nada sobrasse. E o nosso ser se perde em tudo que poderíamos ser e não somos.
E de repente, tudo fica tão frágil como casca de ovo no chão.
Mas sabe o que nos salva? É não perdermos o brilho reluzente dos olhos e do coração. Este humanismo garante nossa evolução e estabilidade. Nos faz perceber que há cores para novos dias.