


(para o tema, o que tinha que ser)
Rogério vinha de uma família de arquitetos. Desde menino adorava brincar de fazer maquetes. Veio a adolescência e perdera Cintia, sua paixão, para um tocador de violão. Tocar instrumentos passou a ser obsessão e do bandolim, para gaita, guitarra e cavaquinho, nada parecia difícil. Se tornou musicista. Passado uns três anos, estava de namoro com uma advogada que não dera certo com seus acordes musicais.
Num belo dia a procura de um presente para a mãe viu flores azuis nos olhos castanhos da balconista de uma floricultura. A amizade iniciada dava vida a tudo que que ele tocava. Ela curtia seus sons, suas euforias e incertezas. Não demorou e a levou para conhecer a família e fora aprovada pela imediata simpatia. Passado uns meses uma gravidez, a preocupava e ao mesmo tempo, a fazia feliz. Suspirou antes de dizer:
– “Rogi”, eu sei que é bom tocar instrumentos, mas pelo nosso filho, vamos precisar que faça mais dinheiro. E “Rogi” fez. Passou a ir no escritório de arquitetura com o pai diariamente. Num dos dias, voltou para casa animado com uma planta. Essa será nossa primeira casa! - Veja se ela te encanta.
- Encanta. Eu, você, nosso filho, uma samambaia na varanda.
Emocionado ele pensou que aquela era a profissão que tinha de ser. Encantar era não perder.