


Para o tema, contar com a sorte.
Jogo buraco. Conto com habilidades adquiridas. Quando ganho com frequência, digo que é sorte. Mas no fundo sorrio; sei que é experiência. Mas a verdade é que a vida nos faz acreditar na sorte. Ela justifica nossos desenganos.
E lá estava eu jogando. Conversa vai, conversa vem, eu disse para minhas irmãs: - Quando jogo bebendo, eu distraio mais. Elas se olharam achando que eu estava lamentando a falta de bebida. - Não! Resolvi esclarecer. - Eu dou mais bobeira quando bebo jogando. Fico mais lerda!
-Ah… Então não beba quando for jogar comigo. Disse uma delas. Se for beber não jogarei contigo.
Certo. Se não quiser jogar, não jogue, mas que eu ganho, eu ganho. Tenho uma sorte de um tamanho. Sem mais fiquei pensando em quantos outros momentos eu gostaria de sorte ter tido. Nem falo em mega sena ou demais loterias, mas especialmente em 1996 quando tentei o visto de imigrante. Tão inexperiente fui na hora da entrevista. Informações mal dadas e acreditar nos outros, acabaram com minhas chances e expectativas.
E fim. Ainda assim: “faz tempo, muito tempo que estou longe de casa… e o meu blusão de couro”, eu doei. Tem coisas que nos faz sentir feliz não importa como. Ganhando ou perdendo, acreditando jogar para o bem, vou vivendo.