


Toda noite
O caos impera
Diante olhos
Tão aflitos
Tão atônicos
Seria medonho entregar a vida
Aos espetos dos infelizes
Mais fracassados que eu
Preciso me apegar às certezas
De todo aprendido comprovar
Que fracassos provocados
Não roubam brilhos genuínos
Então recolho meu corpo em frangalhos
Todos os dias após cada noite
De massacre radioativo e mal dormido
E verifico meus órgãos principais
Consigo chegar até o espelho
E de volta para os meus olhos
Respiro, verifico se há dores ou lesões
Parto pra vida.
Essa que me é permitida
A conta gotas
Ao tique taque
Ao último pavio