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Toda noite - bviw

Toda noite

 

O caos impera

Diante olhos

Tão aflitos

Tão atônicos

 

Seria medonho entregar a vida

Aos espetos dos infelizes

Mais fracassados que eu

 

Preciso me apegar às certezas

De todo aprendido comprovar

Que fracassos provocados

Não roubam brilhos genuínos

 

Então recolho meu corpo em frangalhos

Todos os dias após cada noite

De massacre radioativo e mal dormido

E verifico meus órgãos principais

 

Consigo chegar até o espelho

E de volta para os meus olhos

Respiro, verifico se há dores ou lesões

Parto pra vida.

 

Essa que me é permitida

A conta gotas

Ao tique taque

Ao último pavio

Marília L Paixão
Enviado por Marília L Paixão em 14/03/2026
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