


Dos dias
Que fora estive
Os apitos do trem
Amei, me amou
Desses dias
Dores sobradas
Me desmoronaram
Do galho, rolou
Das falhas, das folhas
Mal varridas da calçada
Desolações, aflições
Desamor
Talvez restos Indissolúveis
Da velha e restrita aptidão materna
Que o tempo não domou
E o trem com seu apito
Enriquecendo a paisagem
Até do que não sou
Enquanto me cabem as culpas
Bem que eu poderia
Ter ficado feliz só com as passagens dos trens
Sem lástimas, sem recompensas
Sem este profundo e inconformado desespero
Olha! Vai passar!
O trem.