


Destaques da Semana – 27/08/2026
Ser contemporâneo é... BVIW
Entre o caos do mundo moderno, a delicadeza dos gestos cotidianos e a dor silenciosa das perdas, três vozes observam o tempo como quem tenta segurar a chuva nas mãos. Cada uma, à sua maneira, revela que viver hoje é se equilibrar entre o excesso, o afeto e a memória — tentando não se perder enquanto tudo ao redor se transforma.
Chover por si... - Gisele Leite
O texto reflete a complexidade do mundo contemporâneo, marcado por excesso de estímulos, múltiplos universos simbólicos e uma comunicação que às vezes aproxima, às vezes confunde. A autora sugere que viver hoje é navegar em uma tempestade de sentidos, onde até as relações humanas se tornam paradoxais. Mostra também quão frágeis somos diante destas complexidades.
Hora de Almoço – Lu Narbot
Um retrato delicado da ternura cotidiana: o contraste entre a tecnologia que atrapalha e o vínculo que sustenta. O casal de idosos vira símbolo de cumplicidade, mostrando que, apesar das barreiras modernas, o afeto continua sendo o que organiza o mundo. Em contrapartida, mostra uma solidão provocada pela tecnologia que assusta.
Depois dos ganhos, perdas. – Marília Paixão
Aqui surge um sentimento geracional forte: a percepção de que o tempo corre rápido demais e leva consigo referências afetivas e culturais. A autora expressa uma nostalgia dolorida, quase um pedido para congelar o tempo e preservar os ídolos que moldaram sua visão de mundo, e faz ainda um questionamento sobre como a fé sobreviverá diante deste contemporâneo.
A leitura conjunta dos três textos revela um fio emocional comum: Gisele, Lu e Marília observam o mundo contemporâneo com um misto de encantamento, estranhamento e perda — como se todas estivessem tentando entender o que permanece quando tudo é contemporâneo demais.
By Fátima Batista
Top OF MIND
Chover por si... - Gisele Leite 4
https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8705637
Depois dos ganhos, perdas. – Marília Paixão3
https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8705635
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