


Miro estava atrás da Rocha Branca, lugar famoso, coberto de árvores a 20 km da Fazenda do Dico. Se andasse um pouco mais depois da rocha, daria para avistar as cascatas do Brás. Mas ele não estava ali a passeio.
Jucão, filho mulato de Dona Guilhermina, estava bem enfurecido. Pensou em empunhar a faca do peixe, mas mudou de ideia. A faca faria falta pro serviço da mãe e também não queria parecer acovardado. Miro estava se engraçando com Felícia. Podia ser conversa do povo. Mas o Alex do seu Rubens ainda remendou a fala do outro:
- Não sei se dou conta de esperar ficar de maió pra tirar a virgindade dela. E virou o copo de tequila goela abaixo. - Disse até adivinhar o sabor dela.
Jucão era o único homem da casa. Felícia era a irmã caçula. A mais velha tinha caído na vida, mas com Felícia, ninguém ia se meter não.
O encontro para tirar a satisfação seria um pouco antes das cascatas do Brás, mas Miro tinha saído do seu ponto de espera e a fúria de Jucão nem chegara a lhe encostar o dedo. Cansado de esperar na rocha branca, foi até a cachoeira e lá deu de cara com Miro, o destemido, enforcado num cipó, da árvore grande. Depois de um suor frio, foi para o vilarejo fazer uma fezinha.